O arado passa
Expondo vermes
Aos pássaros
---///---
sob 2485 anos
de tempo
e reininhos cambiantes
em lugar hostil
mata ambígua e malaria
Emerge
a prova bruta
---///---
sem a cultura
sem a genética
sem o contexto
o espírito?
domingo, 28 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
De uma conversa
A quem mais amo
E carrega a maldição
Da errância por escolha
Do Rio Grande à Barcelona
Apartada do afeto
Da integralidade
Vendo o sublime como coisas
Coisas de comer
Coisas de temer
Coisas de superar
Coisas
Pudera eu romper
E matar seu pai em você
E matar sua mãe em você
E vê-la antes da dor
Ou ao menos
Matar você em mim
E me ver antes do amor
Impossível
Sóbrio lamento a vida como ela é
Como se eu fora Atlas
E não Sísifo.
E carrega a maldição
Da errância por escolha
Do Rio Grande à Barcelona
Apartada do afeto
Da integralidade
Vendo o sublime como coisas
Coisas de comer
Coisas de temer
Coisas de superar
Coisas
Pudera eu romper
E matar seu pai em você
E matar sua mãe em você
E vê-la antes da dor
Ou ao menos
Matar você em mim
E me ver antes do amor
Impossível
Sóbrio lamento a vida como ela é
Como se eu fora Atlas
E não Sísifo.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Argos
O único olho aspirava todo o mediterrâneo
Uma centena de braços escravos a frente
Vencer heróis e deidades e todos os monstros
Formados pelos medos da linha negra
Sim haverá fome
Sim haverá mortos
E talvez apenas um retorne
Em um toco de tábua, louco
Com a carne viva e os nomes de seus irmãos
Alçados para a transcendência.
Uma centena de braços escravos a frente
Vencer heróis e deidades e todos os monstros
Formados pelos medos da linha negra
Sim haverá fome
Sim haverá mortos
E talvez apenas um retorne
Em um toco de tábua, louco
Com a carne viva e os nomes de seus irmãos
Alçados para a transcendência.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O mar devolve os mortos
Meu inimigo
Olhos assustados
Delicado devorador
Sorriso amplo
Pisoteia lagartas
Castanho, branco e vermelho
Dorme sob o vinhedo
Come a própria pele
Eternamente jovem
Meu íntimo
Serpente visceral
O canhoto
Morto mil vezes
Puro em cada pecado
Dentro de mim
Olhos assustados
Delicado devorador
Sorriso amplo
Pisoteia lagartas
Castanho, branco e vermelho
Dorme sob o vinhedo
Come a própria pele
Eternamente jovem
Meu íntimo
Serpente visceral
O canhoto
Morto mil vezes
Puro em cada pecado
Dentro de mim
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