Musa d’água, pura na nascente
corre nas pedras, transparente
vem caudalosa pelas cascatas
a fertilizar verdejantes matas
Da de beber aos bichos e homens
pelas pradarias, montes e cidades
amplas favelas, virgens paisagens
a carregar lixos e insalubridades
Repurificada chove, cria a vida
todos seres do planeta a animar
e aqui a lavar me do peito a ferida
de amor que leva a morrer no mar