quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nerd Venus

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Seres improváveis 3

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O mar devolve os mortos

Meu inimigo
Olhos assustados
Delicado devorador

Sorriso amplo
Pisoteia lagartas
Castanho, branco e vermelho

Dorme sob o vinhedo
Come a própria pele
Eternamente jovem

Meu íntimo
Serpente visceral
O canhoto

Morto mil vezes
Puro em cada pecado
Dentro de mim

domingo, 31 de janeiro de 2010

Seres improváveis 2

Elegia de alheiamento

A realidade está envolta em plástico-filme
E seus sons, cheiros e cores me nauseiam
A realidade está guardada na geladeira
E o prazo de validade expira logo
Pudera eu a consumir (ser consumido?)
Mas meu eu é puro fastio
E não reconhece nisto o alimento
E deixa o corpo num jejum sem dores
Ou heroísmo, apenas um leve cansaço
De quem lutou, ganhou e perdeu, todavia
Continua exatamente o mesmo
Estrangeiro

Só até no seio dos mais íntimos
Sempre uma ponta de desentendimento
Dentre os cotidianos o ausente
Máscara sobre máscara sobre máscara
Nem no espelho mais o rosto
Camuflado em meio às multidões
O observador perfeito, olhar
Que não interfere

O menino roto sentado a beira da estrada
Nada vende, não pede carona, a ninguém espera
Sentado a beira da estrada ( onde mais estaria?)
Passam caminhões, carros, bicicletas e gente
Gente, algo raro nestes dias......
Apenas sentado
Vê o veloz corvette a erguer poeira
Que cai quase no mesmo lugar
A continuar poeira
Mesmo que passem dez mil carros
Apenas sentado.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Súbito hai kai

A paisagem do peito plenamente branca
As sementes dormentes no negrume
Virá o sol?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Seres Improváveis